quinta-feira, 7 de maio de 2009

A primeira vez das filhas - como as famílias estão lidando com isto


Amar sem policiar

A arquiteta Vitória*, 50 anos, conta que, perto de completar 14 anos, sua filha Helena*, hoje com 21 anos, informou que transara pela primeira vez, pediu para ir ao ginecologista e usar pílula. O relacionamento durou três anos e meio. Aos poucos, o namorado passou a dormir com mais freqüência em sua casa e, por uma questão familiar (a mãe dele mudou-se para outro país), acabou morando lá. Durante um tempo, foi ótimo. Mas, depois, Helena começou a se sentir sufocada com a situação e terminou tudo. Ficou dois anos sozinha até encontrar o atual namorado, com quem já está há dois anos e meio. Desta vez, cada um mora na própria casa. Na visão de sua mãe, o essencial é a filha sentir-se amada e cuidada, mas não "policiada". Acredita, no entanto, que os papéis devem ser claros: "Mãe é mãe, não é amiguinha da filha. Não é o caso de ficar contando intimidades". Helena tem amigas cujos pais são muito conservadores. Para ela, isso atrapalha: algumas tornam-se reprimidas sexualmente; outras têm problemas afetivos, pois encaram o sexo como algo cor-de-rosa, fantasioso, e correm o risco de se decepcionar com a realidade.

A chave da questão parece ser a conversa franca entre mães e filhas

A jornalista Cláudia*, 50 anos, que sempre buscou o diálogo, há quatro anos resolveu abordar sua garota - na época com 14 - e o primeiro namorado firme: "Fomos a uma pizzaria e eu comecei a falar que a vida sexual é fundamental, mas que certos cuidados devem ser tomados. Minha filha continuou comendo; o garoto não conseguiu nem tomar um copo de água!" Como o namoro seguiu, Cláudia levou a filha ao ginecologista. "Ela adorou a médica e foi orientada sobre contracepção, o que me tranqüilizou." Apesar dessa preocupação com a gravidez, Cláudia considera que "mais importante do que a vida sexual é a vida afetiva". A psiquiatra Carmita Abdo concorda. Orientar é decisivo, mas é essencial preparar os filhos emocionalmente, para torná-los capazes de construir relações de afeto. E essa, talvez, seja a tarefa mais difícil.

Cada vez mais cedo

Se você acha que 14 anos é cedo demais para tocar no assunto, é bom saber que hoje em dia a primeira vez ocorre cada vez mais precocemente. Segundo uma pesquisa coordenada pela ginecologista Albertina Duarte, a primeira relação, independentemente da classe social, acontece entre 15 e 16 anos. Em 1975, rolava entre 17 e 18 anos. "E, há quatro gerações, a idade era 22", informa a psiquiatra Carmita Abdo, fundadora e coordenadora do Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e autora de DESCOBRIMENTO SEXUAL DO BRASIL (ED. SUMMUS). Ela lembra que, antigamente, a iniciação estava ligada ao casamento. Hoje, pode ocorrer mesmo quando não há vínculo afetivo entre os parceiros. Para Albertina, porém, o modismo da relação sexual superficial, sem envolvimento, tem um custo emocional. "Por trás da exacerbação da sexualidade, existe marketing e também um estímulo ao atletismo sexual. As meninas sentem medo de não agradar aos parceiros, de ser abandonadas ou trocadas. Muitas embarcam em relações focadas apenas no sexo, o que traz frustrações", observa a especialista.O fato de a mãe ter uma postura aberta não significa que tudo será um mar de rosas. A enfermeira Célia*, 46 anos, vive em conflito com a filha Fabiana*, de 17. A jovem namora há um ano com um rapaz de 19 e quis ir ao médico para adotar um método contraceptivo. Célia levou-a ao ginecologista sem problemas, mas depois ficou incomodada: "Minha filha queria trazer o namorado para dormir em casa e eu não suportei a idéia. Ela reclamou, disse que era hipocrisia da minha parte. Afinal, eu sabia que ela mantinha vida sexual. Tudo bem, mas não precisava ser no quarto ao lado do meu. Não vou concordar só para parecer moderna". No fundo, Célia acha que a filha é nova para a iniciação. "O sexo confunde. Às vezes a gente se envolve demais por que ele é bom e pensa que é amor. Aí pode ficar difícil discernir as qualidades ou os defeitos do outro. Se isso é um desafio para uma mulher adulta, imagine para uma adolescente. Temo que minha filha venha a sofrer alguma decepção." Embora preferisse um romance mais light, Célia reconhece que não dá para proibir e querer controlar a sexualidade dos filhos o tempo todo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Cuidados com: CÂNCER DE MAMA


Câncer de Mama

O que é câncer de mama?


Câncer de mama é o desenvolvimento anormal das células do seio. Estas células crescem e substituem o tecido saudável.

Câncer de mama é uma doença tratável. A descoberta precoce é a chave para sobreviver ao câncer de mama. O câncer normalmente começa com um pequeno nódulo que, com o tempo pode crescer e se espalhar para áreas próximas, como os músculos e pele, assim como nódulo de pus sob o braço. Principalmente o tumor pode se espalhar para órgãos vitais como fígado,cérebro, pulmão e espinha.

Mais ou menos uma entre oito mulheres desenvolvem câncer de mama. Mesmo com o recente progresso de descoberta precoce e tratamentos aperfeiçoados, o câncer de mama é terceira maior causa de morte para mulheres nos E.U.A

Como ocorre?


A causa do câncer de mama não é conhecida. Qualquer mulher pode desenvolver câncer de mama e apesar de muito menos comum, homens também podem. Algumas mulheres são mais propícias a desenvolver câncer do que outras se apresentarem os seguintes fatores :

- Ter mãe ou irmã com câncer de mama
- Nunca ter tido filhos
- Ter tido o primeiro filho após os 30 anos
- Histórico de exposição a radiação
- Fumar
- Terapia hormonal (estrogênio)
- Uso excessivo de álcool
- Ferimento no seio
- Obesidade

Não há evidências definidas ainda que o uso de pílulas por um longo período de tempo pode causar câncer de mama, mas esta possibilidade continua a ser estudada. Também parece que tomar estrogênio depois da menopausa causa um pequeno aumento de risco de câncer de mama.

Pesquisadores também estão estudando alguns vírus como possíveis causas.

Quais são os sintomas?

Na maior parte das vezes o primeiro sinal do câncer de mama é um pequeno nódulo no seio. O nódulo é geralmente indolor que pode crescer lenta ou rapidamente.

Outros sintomas do câncer de mama incluem:

- Mudança de cor, reentrâncias, enrugamentos, ou elevação da pele em uma área do seio
- Uma mudança do tamanho ou formato do seio
- Secreção no bico do seio
- Um ou mais nódulos nas axilas

Como é diagnosticado?

Para descobrir o câncer de mama o mais rápido possível, você deverá, a partir do momento que tiver idade suficiente para ter exames ginecológicos anuais:

- Fazer um auto exame mensal
- Fazer exame médico pelo menos uma vez ao ano
- Fazer uma mamografia entre 35 a 39 anos de idade. A partir daí, após os 40 a cada 1 ou 2 anos, de acordo com o programa recomendado pelo seu médico. A partir dos 50 anos, você deve fazer uma mamografia a cada ano. Se você apresentar características de alto risco de câncer de mama, você deve começar a fazer mamografias regulares aos 35 anos ou menos.

A maior parte dos nódulos não são câncer. Na maioria das vezes eles são cistos com fluidos no tecido do seio que aumentam e diminuem com o ciclo menstrual. Mas todo nódulo deve ser avaliado.A avaliação normalmente envolve:

- um exame médico
- uma mamografia
- uma biópsia de agulha ou cirúrgica (estes testes devem ser feitos mesmo que o nódulo não seja visto na mamografia)

Se fizer biópsia de agulha (também chamada de aspiração de agulha), primeiramente será aplicada uma anestesia local para adormecer a área do seio que será analisada. Então o médico insere uma agulha dentro do nódulo e retira o fluido ou tecido dele. Se o fluido completar a agulha, o nódulo é um cisto de fluido e não câncer. Remover o fluido também faz o nódulo desaparecer. O tecido retirado pela agulha será examinado no laboratório.

Se fizer biópsia cirúrgica, será aplicada uma anestesia local por seu médico que fará um corte no seio e removerá o nódulo. Este tecido será examinado através de um microscópio. Um teste receptor de estrogênio (ER) poderá ser feito com a amostra da biópsia para ver se os hormônios promoveram o crescimento do tecido cancerígeno. Um nódulo linfático também pode ser removido das axilas para que se verifique se o câncer estendeu-se além do seio.

Como é tratado?


Se um nódulo do seio é cancerígeno, a decisão para tratamento será feito por você, seu cirurgião, e seu oncologista (especialista de câncer).Estas decisões serão baseadas no tipo e no tamanho do câncer e se ele estendeu-se para o nódulo ou para outras partes do corpo.

Os possíveis tratamentos cirúrgicos são lobectomia (remoção somente do tecido cancerígeno) ou mastectomia (remoção completa do seio). Outros tratamentos possíveis são a radiação e a quimioterapia, estes tratamentos podem ser usados isolados ou em combinação.

Se você estiver considerando a mastectomia, você deve discutir com seu cirurgião as opções e datas para a reconstrução cirúrgica.

Como posso me cuidar?


Se foi diagnosticado câncer de mama:

- discuta com seu médico a respeito do câncer e opções de tratamento. Não hesite em ter uma segunda opinião.
- Pergunte para seu médico o que deve ser feito caso o tratamento cause desconforto.
- Faça exames regulares após o tratamento terminar.
- Continue com auto-exame mensal, mesmo que ambos os seios tenham sido removidos cirurgicamente, para que se possa perceber cedo a reincidência do câncer, caso haja.

Muitos serviços de suporte estão disponíveis para as mulheres com câncer de mama. A sobrevivência ao câncer de mama continua sendo aperfeiçoado. A maior parte dos tumores são encontrados pelas próprias mulheres. Quanto mais as mulheres fizerem o auto-exame regular, mais o câncer será constatado prematuramente. Como a mamografia e outras tecnologias aperfeiçoam-se, o câncer tem sido detectado antes mesmo de sua existência ser sentida ou suspeita. Detecção prematura aumentam grandemente as chances de sobrevivência e facilitam o êxito do tratamento. Para detectar o câncer prematuramente:

Faça um auto-exame mensalmente.

- Faça mamografias anuais a partir dos 50 anos
- Não ignore um nódulo ou mudança na aparência ou sensação do seio. Lembre-se que o tumor cancerígeno é normalmente indolor.

terça-feira, 5 de maio de 2009

DICAS DE LINGERIE PARA MULHERES


Nós, homens, gostamos de lingerie. Os que não gostam, por óbvio, não são homens e não falo em nome dessas criaturas. Falo em meu nome e no de minha categoria: os homens. Sigamos.

Gostamos – e muito – de mulheres com lingerie caprichada. E vocês, bem sabemos, também gostam. O jogo, aí, é dúplice. Tanto vale a surpresa quanto vale também o presente. Ou seja: é legal quando damos de presente e é legal quando vocês nos surpreendem como uma coisa nova.

Começamos por aí.

A vez de cada um

Presentear é papel do homem. Surpreender é papel da mulher. Não há, por óbvio, uma regra geral para saber "qual é a vez de cada um". Mas é preciso ter noção. Se um dos dois anda em falta com sua parte na bagaça, é bom pôr a mão no bolso e gastar.

No mais, poxa!, é uma delícia escolher aqueles modelinhos, imaginando a mulher que amamos, desejamos, queremos e por quem somos apaixonados, afinal, vestindo aquelas pecinhas... É um consumismo pra lá de saudável! Façam isso!

Variações

Engana-se quem supõe que lingerie seja apenas calcinha, meia 7/8, espartilho e pronto. Bobagem. Essas são as peças, não os TIPOS. Aqui, tratarei das VARIAÇÕES (dos tipos, pra ser franco, nem pretendo falar, pois suponho que as meninas já conhecem mesmo e os meninos, se não conhecem, não merecem ganhar dicas, pois não quero concorrência... :) ) Vejam só:

1 - Safadas
São daquela linha mais "puta" mesmo. Tudo minúsculo, enfiado, pra sumir na bunda, deixar o peito bem à mostra, tal e coisa. Vocês não gostam, eu sei. Incomoda, eu também sei. Mas, sim, nós gostamos. Acreditem: NÓS GOSTAMOS. Podem rir, podem achar que é o fim da picada, MAS NÓS GOSTAMOS DISSO PRA CARALHO.

2 - Pinups/Clássicas

No Brasil, a coisa ainda é fraca, extremamente amadora e restrita a meninas com talento pra lá de duvidoso. Nos EUA, o mercado é extremamente respeitável e profissional e há lojas aos borbotões. É importante lembrar que nem todos os homens gostam, ok? Vocês, meninas, é que curtem mais. Entenderam? Vou repetir: VOCÊS É QUE GOSTAM MAIS DISSO. Não adianta comprar uma lingerie que VOCÊS gostam se a idéia é agradar o cara.

3 - Fetiches
Por incrível que pareça, as lojas brasileiras fetichistas são mais bem servidas do que as "de pinup". Boa parte do material, é verdade, não é daqui, mas o sistema de importação é extremamente rápido e o custo não é dos mais salgados (ok, o dólar anda esquisito). Mas se você anda atrás de roupas de couro, vinil ou látex, vai fundo, que há lugares de sobra para isso e o camarada provavelmente vai gostar.

4 - ClubWear

Nos EUA, começou como roupa "de puteiro". No Brasil, foi mais ou menos assim, mas o pessoal caiu na gandaia para os clubes de swing (na "gringa", salvo exceções, as mulheres ainda usam mais para o maridão ou para o namorado, nas tais dancinhas mais particulares). Fato é que tais roupinhas vendem como água e há milhares de marcas vendendo horrores às custas dessa nova febre. São calças com furos laterais, decotes infames, vestidos absurdos e assim por diante. Aproveitem!

5 - Microbiquínis

Quando eu falo micro, minha gente, é MICRO, mesmo. A primeira marca a lançar esse tipo de coisa em grande escala foi a australiana Wicked Weasel. Em seguida, um sem-número de imitadoras passaram a fazer o mesmo – inclusive umas brasileiras. Hoje, é possível comprar modelos muito parecidos com os da WW por coisa de 50 mangos, ou até menos. Daí, claro, vai de gosto: pode-se usar num resort, se o fetiche for algo mais exibicionista, ou então apenas a dois, na piscina de um motel ou em ambiente igualmente íntimo.

6 - Fantasias: alerta vermelho
Nesse ponto, creio, homens e mulheres (de bom senso) concordam: fantasias são uma merda. Esse negócio de se vestir de enfermeira, coelhinha, policial... Convenhamos, né? Difícil manter a linha e não cair na gargalhada. Evitem esse tipo de coisa, a menos que seja alguma tara muito (mas muuuito) foda da pessoa amada (e ela seja realmente uma pessoa amada de verdade).

Importante: É SEMPRE BOM CONVERSAR ANTES DE QUALQUER AQUISIÇÃO. E isso serve para meninos e meninas. Não adianta o malandrão chegar com o um biquíni microscópico para a patroa ou a moçoila aparecer com um corpete de couro e uma chibatinha "de surpresa". Não precisa marcar uma plenária e pôr a voto, mas dá pra sacar quando haverá uma receptividade boa, né?

Mancadas em geral

Além das já mencionadas fantasias, é preciso citar algumas outras pérolas. O grande clássico, sem dúvida, é a "calcinha de vó", a famosa "bege em estado puro", ou, às vezes, não exatamente bege, mas de tamanho imenso, que a garota tenta enfiar à força e fica tudo uma porcaria.

Sim, entendo que algumas peças “entram” normalmente etc. O problema aqui é outro: a garota puxa e faz ficar ”enfiadinha”, exatamente como faziam algumas moças cafonas em meados dos anos 80, quando saíam de casa com um biquíni normal, mas, longe da vista do papai, ele se tornava um fio-dental improvisado.

Outra coisa extremamente irritante é calcinha com recado, frase, palavra ou coisa do tipo. Isso NÃO É LEGAL. Repito: NÃO É LEGAL! A revista Casseta Popular, nos tempos áureos (leia-se: 1984/1987), vendia cuecas e calcinhas com mensagens cômicas ou coisas assim. Era apenas engraçado, e só.

Esse tipo de underwear, DEFINITIVAMENTE, não é nada sexy. Ninguém gosta de recadinho, pois não é bacana, não faz o menor sentido e é um fator e tanto para deixar o caboclo ”cabisbaixo”.

É importante falar também das "peças milagreiras". Já imaginaram sair com um cara que use uma "cueca aumentadora de pinto"? Lá pelas tantas, ele tira a cueca e fica um bigulim minúsculo? É pra dar na cara do safado, né? Pois bem...

Imagine agora a NOSSA situação quando uma garota tira o sutiã e parece que o peito foi junto, ou então tira a calcinha e com a peça foi metade da bunda... Não é nada fácil. É sério, fica um lance meio traveco. Falta só tirar a peruca ou algo do gênero. Não façam isso. Assumam o corpo que vocês têm e vamoquevamo, pô!

Merchan

Como de costume, já que eu estou aqui trabalhando de graça enquanto vocês riem da minha cara e aprendem gratuitamente com minha sabedoria milenar (uh), não custa visitar nossa gloriosa loja de lingeries e encher o carrinho com compras variadas, gastar tudo que podem e aí eu fico com uma comissão e gasto depois com um monte de besteiras. Legal, né? Eu, pelo menos, acho. Então, me ajudem nisso. É justo, honesto, e todos saímos ganhando. Vocês ficam gostosas, suas garotas ficam gostosas e eu, sei lá, compro um DVD legal.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Histórias de superação


O longo caminho de volta da depressão

Quem vê a mineira Yonara Del’Amore, 35 anos, uma bela loira de olhos verdes, formada em psicologia e filosofia, não imagina que ela luta há 10 anos contra uma depressão crônica. Yonara conseguiu sair do isolamento hoje trabalha quatro horas por dia na loja Giro, da ONG Atas Cidadania*, cujo objetivo é a inclusão de portadores de transtorno mental pelo trabalho.
“A primeira crise que tive foi em 1999 e ela veio do nada, sem explicação nenhuma. Foi uma sensação de morte terrível, algo paralisante que me dominou completamente. Fui internada no hospital Felício Rocho em Belo Horizonte, para fazer exames: tomografia, eletroencefalograma ...fiz tudo, mas o neurologista não descobriu nenhuma doença e me indicou um psiquiatra, que diagnosticou uma depressão crônica. Nunca pensei que pudesse acontecer isto comigo porque sou graduada em psicologia e filosofia...na verdade, a crise ocorreu na época dos trabalhos finais da minha segunda faculdade.

No último ano da psicologia, resolvi fazer filosofia e fui levando os dois cursos e trabalhando – fazia estágio na área de RH em uma grande empresa. Para me formar em filosofia, em 1998, tive que me esforçar muito para as teses finais. Foi aí que tive esse stress terrível e acabei no hospital.

Aquilo que tinha estudado na teoria, passei a vivenciar na prática: só queria ficar dormindo, comecei a engordar muito, perdi totalmente a vaidade, minha única vontade era ficar sozinha no meu quarto. Passei dois anos terríveis, queria me isolar do mundo: tomava remédio, mudava de remédio e não adiantava nada.

Sempre tive apoio da família e quando engordei 20 quilos e cheguei a 85 quilos minha mãe me levou a um endocrinologista, que me receitou um regime, mas eu não fazia nada direito. Ela não desistiu e procurou um curso de ioga e matriculou-se junto comigo.Era um jeito de me tirar um pouco de casa. Adorei a ioga, mas continuava sofrendo com os meus pensamentos -- me sentia fracassada na profissão e na vida, não tinha conseguido trabalhar nem constituir a minha família, mas estava tentando vencer o isolamento. Além de ioga, comecei a fazer caminhadas e emagreci até demais

domingo, 3 de maio de 2009

Doce de banana. O tradicioanal. Aquele que nossa mãe fazia.


Ingredientes

• ½ xícara de açúcar
• 5 colheres de água
• 5 bananas caturra em rodelinhas finas
• Creme:
• 5 colheres de sopa de amido de milho
• 4 xícaras de leite
• 1 lata de leite condensado
• 2 gemas
• 1 colher de sopa de manteiga
• 1 colher de sopa de açúcar de baunilha
• Cobertura:
• 1 xícara de açúcar
• 2 claras
• 2 colheres (sopa) de suco de limão
• 1 colher (sopa) de raspas de limão

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1. Em uma panela, coloque o açúcar, 1 colher (sopa) de água e leve ao fogo baixo até caramelar
2. Junte o restante da água e deixe ferver até dissolver
3. Acrescente as bananas e cozinhe por cerca de 1 minuto
4. Despeje em um refratário médio (19 x 31 cm) e reserve

1. Creme:em uma panela, dissolva o amido de milho no leite
2. Junte o leite condensado, as gemas e leve ao fogo médio, mexendo sempre até engrossar
3. Retire do fogo, junte a manteiga, a baunilha e misture bem
4. Coloque o creme sobre o doce de bananas e reserve
5. Pré-aqueça o forno em temperatura alta

1. Cobertura:em uma tigela, misture as claras com o açúcar e aqueça em banho-maria até amornar
2. Coloque na batedeira junto com as cascas de limão e o suco, bata em ponto de merengue firme
3. Leve ao forno por cerca de 5 minutos ou até o suspiro dourar levemente
4. Deixe esfriar e sirva em seguida

sábado, 2 de maio de 2009

Anorexia Mata


Anorexia nervosa

A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica. Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica. A anorexia nervosa afeta primariamente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental, mas também afeta alguns rapazes. No caso dos jovens adolescentes de ambos os sexos, poderá estar ligada a problemas de auto-imagem, dismorfia, dificuldade em ser aceito pelo grupo, ou em lidar com a sexualidade genital emergente, especialmente se houver um quadro neurótico (particularmente do tipo obsessivo-compulsivo) ou história de abuso sexual,ou de bullying. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.

Sintomas

Peso corporal em 85% ou menos do nível normal.
Prática excessiva de atividades físicas, mesmo tendo um peso abaixo do normal. Comumente, anoréxicos vêem peso onde não existe, ou seja, o anorético pensa que tem um peso acima do normal.
Em pessoas do sexo feminino, ausência de ao menos três ou mais menstruações. A anorexia nervosa pode causar sérios danos ao sistema reprodutor feminino.
Diminuição ou ausência da líbido; nos rapazes poderá ocorrer disfunção erétil e dificuldade em atingir a maturação sexual completa, tanto a nível físico como emocional.
Crescimento retardado ou até paragem do mesmo, com a resultante má formação do esqueleto (pernas e braços curtos em relação ao tronco).
Descalcificação dos dentes; cárie dentária.
Depressão profunda.
Tendências suicidas.
Bulimia, que pode desenvolver-se posteriormente em pessoas anoréxicas.
Obstipação grave.
A anorexia possui um índice de mortalidade entre 15 a 20%, o maior entre os transtornos psicológicos, geralmente matando por ataque cardíaco, devido à falta de potássio ou sódio (que ajudam a controlar o ritmo normal do coração). Pode ser causada por distúrbio da auto-estima.
Esperança é a palavra-chave, até porque, sublinha a presidente da Associação dos Familiares e Amigos dos Anorécticos e Bulímicos, «70 por cento destes doentes têm cura definitiva».

Causas e grupos de risco

A anorexia nervosa afeta muito mais pessoas jovens (entre 15 a 25 anos), e do sexo feminino (95% dos casos ocorrem em mulheres). Tem sido enfatizada, em debates populares, a importância da mídia para o desenvolvimento de desorderns como anorexia e bulimia, por alegadamente promover ela uma identificação da beleza com padrões físicos de magreza acentuada. Qualquer papel a ser exercido pela cultura de massa na promoção dessas desordens, no entanto, está ainda para ser demonstrado. Na busca da etiologia de perturbações da saúde mental, inclusive da anorexia nervosa, comumente são procuradas causas de ordem intrapsíquico, ambiental e genético.
Até agora, os seguintes fatos têm emergido na busca das causas desse transtorno:
Causas genéticas/ambientais:
Estudos sobre desenvolvimento de transtornos alimentares envolvendo irmãs gêmeas têm sugerido um fundo genético para o desenvolvimento da anorexia.
Pais e mães de pacientes diagnosticadas com essa desordem possuem, relativamente a grupos de comparação da população não seleta, níveis mais elevados de perfeccionismo e preocupação com a forma física.
Características sociopsíquicas de anoréxicas:
Independentemente do subtipo de anorexia desenvolvida, restritiva ou purgativa, anoréxicas possuem, relativamente a pessoas saudáveis de sua idade e sexo, uma incidência maior de transtornos da ansiedade (especialmente o transtorno obsessivo-conmpulsivo) e do humor.
Níveis exageradamente elevados de perfeccionismo (busca por padrões de conquista e realizações notavelmente altos, necessidade de controle, intolerância a "falhas" ou "imperfeições") são comuns, e mesmo centrais, no desenvolvimento da anorexia. A presença dessa busca por padrões de perfeição transcende o desenvolvimento da doença, sendo anterior a ela e permanecendo em pacientes que já foram curadas da doença. Alguns estudos sugerem que, apesar de uma inteligência média na faixa regular, anoréxicas possuem níveis mais altos de performance escolar e envolvimento acadêmico, o que sugere que o perfeccionismo nelas presente não se limita a temas relacionados apenas com comida e forma corporal.
Outros traços obsessivos-compulsivos, além do perfeccionismo, são notados na infância de anoréxicas, principalmente inflexibilidade, forte adesão a regras estabelecidas, observação dos padrões mantidos por autoridades, etc.
Incidência de abuso físico ou sexual é mais elevada em grupos de anoréxicos; em um estudo efetivado na América do Norte, a presença de um histórico de abuso sexual na infância apresentou uma forte associação com o desenvolvimento de transtornos alimentares em grupos de homens homossexuais.

Tratamento
Deve-se ter duas vertentes, a não-farmacológica e a farmacológica. Entretanto deve-se ter em mente a importância de uma relação médico-paciente satisfatória,uma vez que a negação pelo paciente é muitas vezes presente. Dependendo do estado geral da paciente pode-se pensar em internação para restabelecimento da saúde. Correção de possíveis alterações metabólicas e um plano alimentar bem definido são fundamentais. Além disso, o tratamento também deve abordar o quadro psicológico, podendo ser principalmente a terapia cognitivo-comportamental e psicoterapia individual. Em relação a abordagem farmacológico tem-se utilizado principalmente os antidepressivos, mas que é uma área que carece de muitos resultados satisfatórios tendo em vista a multicausalidade da doença. Dessa forma, é importante uma abordagem multi-disciplinar, apoio da família e aderência do paciente. As recaídas podem acontecer, daí a importância de se ter um acompanhamento profissional por longa data.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

ASSEDIO SEXUAL NO LOCAL DE TRABALHO


LEI DE ASSEDIO SEXUAL. LEI 10.224/01

Existem elementos que tentam contrariar as normas da boa convivência profissional, baseando-se no prevalecimento de cargos e funções. Pessoas que pensam e agem com o poder de também dispor do corpo de seus auxiliares, para executar tarefas pouco convencionais aos seus prazeres sexuais. Atitudes assim são punidas com rigor pela Legislação Brasileira que oferece ao Poder Judiciário instrumentos eficazes no combate a esse tipo de violência.


LEI Nº 10.224, de 15 de Maio de 2001

Altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, para dispor sobre o crime de Assédio Sexual e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, passa a vigorar acrescido do seguinte art. 216-A:

"Assédio Sexual" (AC)*

Art.216-A - Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.

Pena - Detenção, de 1(um) a 2 (dois) anos.

Parágrafo Único. (VETADO)

Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 15 de maio de 2001; 180º da independência e 113º da República.

Fernando Henrique Cardoso
José Grigori

ASSÉDIO SEXUAL - DA DEFINIÇÃO E DOS TIPOS PENAIS
...
O que é Assédio Sexual?

A princípio, trata-se de uma coerção sexual normalmente exercida por uma pessoa que, no trabalho, na escola ou, em qualquer outra organização, ocupa cargo hierarquicamente superior e impõe a seus subordinados favores sexuais em troca de favores ou promoções.

A Comissão de Direitos e Liberdades Individuais do Congresso Nacional assim definiu o Assédio Sexual: O Assédio Sexual consiste num ato de insinuação sexual que atinge o bem-estar de uma mulher ou de um homem, ou que constitui um risco para sua permanência no emprego. Ele pode assumir a forma de insinuações persistentes tanto verbais, quanto gestuais.

O Assédio Sexual é um comentário sexual, um gesto, um olhar, palavras sugestivas repetidas e não desejadas ou um contato físico, considerado repreensível, desagradável ou ofensivo e que nos incomoda em nosso trabalho.

Nos Estados Unidos da América e outras Nações do Mundo existem leis severas para punir o crime de Assédio Sexual. Tocar ou contar uma piada picante para uma colega de trabalho ou de classe pode virar um caso de polícia.

No Brasil, um país latino, machista, como encara o Assédio Sexual?
O assunto é polêmico, ainda gera discussão entre os legisladores. Para uns, o Código Penal não abrangia a matéria amplamente. Portanto, foi necessário criar lei específica para inibir a ação dos assediadores sexuais.
É comum encontrar pessoas, principalmente homens, em condições de superioridade na relação empregador/empregado, achando que podem dispor do corpo de seus subordinados para que, também, realizem suas fantasias sexuais.

O assunto é sério. A vítima de Assédio Sexual, quando mulher, poderá ter graves problemas de saúde, provocados por distúrbios
psicossomáticos de difícil tratamento, como depressão, ansiedade, estresse, perda de auto-estima, absenteísmo e, fatalmente, o desinteresse pelo trabalho, tornando-se uma profissional de baixa produtividade.

Ajuizar uma Ação na Justiça não é fácil, desgastante para os envolvidos; difícil de colher provas ou fortes indícios. Portanto, evitar a ocorrência do Assédio Sexual no local de trabalho, é o melhor que uma empresa pode fazer.
O ideal é que cada um dentro de uma organização mantenha-se responsável a todo momento, honesto e íntegro, assegurando um desempenho produtivo em favor dos negócios da empresa.

A Advogada norte-americana Kathy Chinov recomenda aos homens que têm a intenção de assediar sexualmente alguém do sexo feminino, que pense duas vezes antes de cometer o delito e, para saber se está agindo de forma constrangedora, ela afirma: Basta aos homens, diante de um determinado comportamento, se perguntar: eu gostaria que minha mãe, minha irmã ou minha filha fosse exposta a isto? Se refletir com inteligência, pode desistir da intenção de sexualmente molestar alguém.

posted by LEGISLAÇÃO FEDERAL DO BRASIL | 3:39 AM | 0 comments

ASSÉDIO SEXUAL. DA DEFINIÇÃO E DOS TIPOS PENAIS
...
O que é Assédio Sexual?

A princípio, trata-se de uma coerção sexual normalmente exercida por uma pessoa que, no trabalho, na escola ou, em qualquer outra organização, ocupa cargo hierarquicamente superior e impõe a seus subordinados favores sexuais em troca de favores ou promoções.
A Comissão de Direitos e Liberdades Individuais do Congresso Nacional assim definiu o Assédio Sexual: O Assédio Sexual consiste num ato de insinuação sexual que atinge o bem-estar de uma mulher ou de um homem, ou que constitui um risco para sua permanência no emprego. Ele pode assumir a forma de insinuações persistentes tanto verbais, quanto gestuais.
O Assédio Sexual é um comentário sexual, um gesto, um olhar, palavras sugestivas repetidas e não desejadas ou um contato físico, considerado repreensível, desagradável ou ofensivo e que nos incomoda em nosso trabalho.
Nos Estados Unidos da América e outras Nações do Mundo existem leis severas para punir o crime de Assédio Sexual. Tocar ou contar uma piada picante para uma colega de trabalho ou de classe pode virar um caso de polícia.
No Brasil, um país latino, machista, como encara o Assédio Sexual?
O assunto é polêmico, ainda gera discussão entre os legisladores. Para uns, o Código Penal não abrangia a matéria amplamente. Portanto, foi necessário criar lei específica para inibir a ação dos assediadores sexuais.
É comum encontrar pessoas, principalmente homens, em condições de superioridade na relação empregador/empregado, achando que podem dispor do corpo de seus subordinados para que, também, realizem suas fantasias sexuais.
O assunto é sério. A vítima de Assédio Sexual, quando mulher, poderá ter graves problemas de saúde, provocados por distúrbios
psicossomáticos de difícil tratamento, como depressão, ansiedade, estresse, perda de auto-estima, absenteísmo e, fatalmente, o desinteresse pelo trabalho, tornando-se uma profissional de baixa produtividade.
Ajuizar uma Ação na Justiça não é fácil, desgastante para os envolvidos; difícil de colher provas ou fortes indícios. Portanto, evitar a ocorrência do Assédio Sexual no local de trabalho, é o melhor que uma empresa pode fazer.
O ideal é que cada um dentro de uma organização mantenha-se responsável a todo momento, honesto e íntegro, assegurando um desempenho produtivo em favor dos negócios da empresa.
A Advogada norte-americana Kathy Chinov recomenda aos homens que têm a intenção de assediar sexualmente alguém do sexo feminino, que pense duas vezes antes de cometer o delito e, para saber se está agindo de forma constrangedora, ela afirma: Basta aos homens, diante de um determinado comportamento, se perguntar: eu gostaria que minha mãe, minha irmã ou minha filha fosse exposta a isto? Se refletir com inteligência, pode desistir da intenção de sexualmente molestar alguém.